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20 de outubro de 2013

Apenas mais um dia frio...

  
  Mais um verão acabou, e minhas folhas já começaram a cair. É hora de renovar, encerrar ciclos, começar novos desafios. 

  Não vou hibernar com o inverno, aliás, dele já não tenho medo. Ainda não gosto, devo admitir, mas o inverno me fortifica, ele me deixa mais resistente a cada ano, e com ele aprendi muitas coisas. Aprendi a apreciar e a agradecer a primavera, aprendi que o verão é bom e quente, e acaba logo, aprendi que devemos sempre trocar nossas folhas, como o outono, e principalmente, aprendi com o inverno a reclamar menos e aproveitar mais os momentos, sejam eles em que condição for.
  A vida é assim, feita de momentos, dias, semanas, meses e estações, que passam rápido demais, e é necessário saber aproveitar o lado bom de tudo, e amadurecer com o lado ruim, porque no fundo, até o lado ruim é bom, tudo na vida se resume em experiências, e para nós, só resta aceitar e viver um dia após o outro, seja ele quente, seja ele frio, tenha o sol surgido ou não, tenha a chuva molhado ou o vento despenteado o seu cabelo. Viver é isso, aceitar a sua condição, melhorar a cada dia como pessoa, saber colher e aproveitar os frutos do seu trabalho, mas saber que para colher, você tem que plantar, que nada é de graça, mas que a sorte existe, a gente faz ela existir, dia após dia.

  Então, inverno, pode vir, você não encontrará mais aquela menina deslumbrada com a neve e mal humorada por causa do frio, encontrará alguém muito mais forte, que aprendeu com você a admirar a força da natureza, e se adaptou aos seus caprichos, e aos novos rumos que a vida lhe deu, e mesmo assim, é muito feliz! Sim, pode ter certeza que sou!

(Fotos tiradas em Markham, Cornell Village Parkete)



18 de março de 2013

Começando uma nova vida


  Calma gente, eu não vou mudar de país de novo, já tenho desafios suficientes por aqui!

  Semana passada fiquei muito feliz em receber um pedido especial de uma amiga, eu deveria escrever uma carta para uma amiga nossa em comum, e essa carta foi entregue na sexta feira, como parte de um fim de semana de treinamento no interior de SP.

  Procurei fazer algo bem pessoal, mas depois, lendo a carta, eu vi que tudo que eu escrevi serve para qualquer pessoa que deseja mudanças na vida, então resolvi publicá-la aqui, pois ela serve pra todos que me perguntam: Como faço para mudar de país? 

  A parte burocrática de como imigrar está sempre mudando, vou fazer um post bem explicativo com todos os vistos e processos que conheço, mas a parte emocional do processo está aí na carta, serve para quem quer mudar de vida, de estado, de país e de planeta. As maiores mudanças na nossa vida sempre são as interiores, às vezes precisa de mudanças externas para influenciá-las, e às vezes não: 


  "...a minha vida sempre foi cheia de mudanças, como todas vcs sabem. As mudanças exteriores sempre influenciaram muito nas minhas mudanças interiores, no meu crescimento como mulher, esposa, mãe, profissional, estudante e todos os papéis possíveis de se viver. Começar do zero é comigo mesmo, e aqui estou eu, aprendendo a “falar” de novo, estudando de novo, e reconstruindo mais uma vez a vida.

  Sempre tive medo, mas sempre quis enfrentar, sempre senti que a vida era muito mais do que eu imaginava, as vezes as oportunidades apareciam e caiam no meu colo, outras vezes a gente fez a oportunidade aparecer, o segredo é sempre enfrentar não só o medo, mas o comodismo e a dúvida. Sabe aquela idéia de: “e se não der certo?” Bem, se não der certo a gente levanta e começa de novo.

  Mas você não precisa mudar de cidade ou de país pra mudar de vida, a principal mudança vem sempre de dentro pra fora, li uma vez nesses recadinhos do facebook algo mais ou menos assim: “Não adianta ir em busca da felicidade, ela mora dentro de você” e é mais ou menos por aí que as coisas funcionam.

  Reformular o interior, e deixar isso se exteriorizar, a gente naturalmente procura novos desafios e sente a vida pequena ao nosso redor. Um conselho que posso te dar é: leve só o que realmente importa na sua nova vida! E daí eu falo do material mesmo, comece reformulando sua casa, seu quarto, doe tudo que vc não usa há mais de 6 meses, pode parecer besteira, mas eu me sinto muito mais leve quando me livro de coisas que estão só ocupando espaço.

  A sensação mais incrível que tive na vida foi no aeroporto, olhar minhas 6 malas jumbo e pensar: Tudo que tenho de material está ali, e eu sou tão leve e feliz!!! A gente pensa que pode voar rsrsrs, é incrível como o apego as coisas materiais nos prejudica, nos deixa pesados. Faça e veja como a gente fica nova em folha, renova as energias, pois vc faz a energia em sua volta circular, e dá lugar a coisas novas entrarem na sua vida.

  Que essa nova amiga que está nascendo seja muito feliz, cheia de metas, de propósitos na vida, e cheia de felicidade. Não esqueça  que a felicidade  é feita de coisas tão simples, que muitas vezes a gente deixa ela passar despercebida.

  Um abraço de todos nós, e ainda estou esperando sua visita pra te mostrar a neve e comer os floquinhos! Te amo amiga, seja sempre muito feliz!"

  Desejo a todos que procuram por mudanças muito sucesso na sua nova vida, que venha na hora certa e como você planejar. Nunca tenha medo de encontrar a sua felicidade, e nunca canse de procurar.


15 de setembro de 2012

Alex, o pensador.

  Essa semana o Alex filosofou bonito no Facebook, o post dele merece destaque aqui no blog:

"Demorei um pouco pra entender as relações de trabalho e vida pessoal aqui no Canada.. 

Aqui no Canada não há amor à empresa e sim a FAMILIA. As pessoas nao dão valor ao emprego e sim a profissao (long-term), nao se importam com cargos e sim com oque fazer no final de semana. O trabalho deve ser rápido, objetivo e com um propósito único de favorecer a união da família. Os 
colegas de trabalho não são amigos, não são confidentes, pois são e serão sempre passageiros, oque importa é oque ficará depois que não tiver mais emprego... Ou seja, a sua vida e quem realmente voce é...

Há exceçoes, mas em geral as pessoas nao gostam muito do trabalho e fazem tudo pra sair do escritório o mais rápido possível, por isso enquanto alí estão, procuram fazer tudo o rapidamente (sem tempo pra almocos longos, conversas de corredor e parada para um café) pois qualquer dessas "distrações" atrasam a sua saída para oque realmente importa: ser pai, ser mae, ser amigo, ser filho, ser humano.

Demorei sim um tempo (até longo) pra isso entender... mas acho que agora tudo está ficando mais claro...

Porque você fica no trabalho até as 20h? Será que a desculpa de se livrar do trânsito ainda cola?
Porque você sempre procura programas em que sua família não faz parte (futebol, happy hour, cervejinha com os amigos, pedaladas noturnas, UFC, academia, etc)?"


Agora, completando com minhas palavras, gostaria de ressaltar que não há mal nenhum em fazer as atividades citadas acima, o mal está em você deixar a familia SEMPRE em segundo plano, e sabemos que isso acontece muito.
  As pessoas aqui também praticam esportes e tem vida social, mas procuram sempre que possível  fazer atividades junto com a familia também, e trabalho nunca vem em primeiro lugar.
  Ninguém vive com medo de perder o emprego, a vida é mais estável, e se forem demitidas, achar outro trabalho não é uma tarefa tão difícil quanto no competitivo mercado Brasileiro (varia muito a demanda dependendo da profissão).
  O costume de ficar horas e horas a mais trabalhando aqui não é visto com bons olhos, se você é um bom profissional, é suposto que você termine seu trabalho no horário e vá pra casa descansar, mas claro, a sobrecarga de trabalho é bem menor, tem muitos empregos em que o funcionário é explorado sim, já ouvi histórias bem pesadas e em diversos setores, mas generalizando bem a situação, a realidade aqui é mais humana.
  Li num blog de uma menina que mora no Quebec, queria muito citar a fonte mas não achei mais a autora, ela conta que uma mulher no elevador reclamou pra ela que achava um absurdo a quantidade de horas que tinham que trabalhar aqui, que o governo explorava os canadenses, e ela falou que estava satisfeita pois nunca chegou em casa depois das 8 da noite como no Brasil, que trabalhava até as 16:30 e estava feliz por ter tempo de estar com a familia.
  As pessoas nunca estão satisfeitas, isso é em qualquer parte do mundo, e eu acho isso muito bom, pois quem está satisfeito costuma se acomodar. É necessário planejar e atingir objetivos, mas nunca confundir insatisfação com ingratidão.  O que é aceitável pra uns, pra outros é um absurdo, tudo depende das experiências vividas e os parâmetros usados para medir uma situação.
  Mas, no nosso caso, estamos felizes, adorando algumas coisas, outras nem tanto, nos ajustando a alguns costumes, e a vida segue, como Deus quiser!


Adriana & Alex

Obs.: Obrigada Tatiana por ter deixado nos comentários o link do post que citei acima: http://projetosupernovaquebec.blogspot.com.br/2012/08/no-trabalho-hoje.html

3 de abril de 2012

Vale a pena imigrar - algumas respostas


Olá pessoal, como prometido em Agosto de 2011 (já faz tempo hein??!!!).. seguem algumas perguntas que nós mesmos fizemos e ainda estavam sem respostas.. vamos lá...

- Já estão adaptados? Como é viver em um país diferente?
Na verdade a resposta pra essa pergunta é bem ampla pois o certo que para algumas sim estamos adaptados, para outras ainda estamos nos apaptando e para algumas jamais iremos nos adaptar, eu enumero 3 situações que deveríamos (ou não) nos adaptar:


1- Idioma (ingles aqui em Ontário - francês em Quebec): Posso dizer que a adaptação acontece de diversas maneiras, mas o que aprendemos aqui é que nunca será nossa língua e nunca saberemos dizer tudo com as palavras certas e com o primor de detalhes e argumentação que temos no portugues.. há uma expressão em frances que diz assim " Je me débrouille" que diz em outras palavras que "eu me viro na língua". consigo me fazer entender... mas jamais será tão bem quanto se fosse em Português (ou sua língua natal) a não ser que você MERGULHE na língua e faça do seu dia-a-dia um intensivo.. mas assim corre o risco de deixar seu filho (a) mais preguiçoso em manter o seu idioma falado em casa e assim faz com que sua língua nativa seja perdida (nós decidimos que não queremos isso - meio a contra-gosto meu, mas a minha é sempre a última palavra.. vocêm sabem né... sim amor!). Mas sem perder o fio da meada, você a cada dia vai entender melhor oque todos dizem e entendendo melhor os filmes, vai começar sim a entenderem ingles (ou francês) mas na hora de se manifestar (falar) não será totalmente natural e mesmo que viva muitos anos aqui (a não ser que abra mão de sua língua nativa - como eu expliquei) vai sim usar expressãoes mais simples e não vai querer estender muito as conversas pois não terá nunca 100% de certeza que oque você disse foi entendido de acordo com oque quiz dizer. Ou seja, vai sim aprender a conviver com a língua, mas ela será sempre uma "pedra de tropeço" na sua viva. Há quem conteste isso, mas você têm que fazer escolhas, SEMPRE.


2- Clima: Eu digo que estou muito bem adaptado, mas o mesmo não diz a Adriana pois ela sim sente falta do calor, do sol e da praia. Apesar disso, nós que viemos do sul do país (Porto Alegre) sentimos muito menos frio aqui do que lá.. como muitos já disseram, a estrutura para suportar o frio é geral: todas as casas e aptos têm aquecimento (SEM EXCEÇÃO - todas), todas as lojas, metrô, ônibus, praticamente todos os locais cobertos (com exceção das paradas de ônibus onde há uma cobertura de vidro (na maioria delas) para conter o vento, a água é aquecida em praticamente todos os banheiros públicos e TODAS as casas, as roupas são baratas e todos têm acesso a acessórios para se protegerem do frio (luvas, gorros, casacos, etc) até mesmo os mendigos. Na parte da neve, a prefeitura limpa a neve nas principais avenidas antes das 9 horas da manhã aliviando assim o impacto de lentidão nas vias, eles colocam sal após limparem oque evita a acumulação de gelo nas ruas, a meteorologia avisa com muita antecedência em todos os veículos de mídia possível incidência de tempestade de neve (ainda não pegamos em 2 anos aqui, mas realmente complica um pouco mais tudo), os carros são preparados para não falharem ou terem problemas para a partida em dias muito frios (nunca vi problema aqui). Em geral há uma preocupação e prevenção em situações de possível risco e tudo é muito bem preparado para lidar com o frio intenso. Portanto eu diria que a adaptação ao frio é algo pessoal de cada um dependendo de como se relaciona com o clima, mas eu diria que não é o principal problema para a adaptação em um novo país.


3- Saudades da família e amigos: Esse parte realmente pesa pois, apesar de se fazer novos amigos onde quer que você vá, são amigos novos que você têm uma história curta de amizade e portanto você procura ir cuidadosamente (tateando) para entender quais são os valores e coisas que esses amigos gostam e não gostam, até porque não são tantos (95% eu diria serão brasileiros) e você têm que tentar manter pois não há aquela abundância que você tinha no Brasil. Portanto você não terá amigos de infância aqui, pois não viveu sua infância aqui.. é claro... pode ter até amigos daqui (que não sejam brasileiros) mas vai notar que as coisas que gosta, que te faz rir e curtir são elementos que não fazem sentido a eles (o time de futebol do coração, as músicas da juventude, os filmes que você curtia, os desenhos animados, o chaves, a política, o esporte, as mazelas sociais, os problemas econômicos, a roubalheira, o caos na saúde, educação, etc são assuntos que te interessa discutir, mas eles não poderiam acrescentar nada e vão falar de baseball, falam de um tal de "Wayne Gretzky" que você jamais ouviu falar, falam sobre Stanley Cup e sobre temas que você não participou na história deles pois não estava aqui pra isso. Portanto não "dá liga" nessas conversar e isso se torna chato para ambos os lados. Há excessões de "canadenses", oque está cada dia mais difícil de definir que é canadense, que se interessam por assuntos de fora do país e são pessoas mais abertas ao conhecimento mundial e que se pode ter uma relação mais interessante, mas são casos mais raros. No que diz respeito a amigos brasileiros, sim acabamos encontrando alguns, mas acabamos nos identificando mais como poucos, oque é perfeitamente natural. A saudade da família é um dos principais motivos que faz o sonho virar pesadelo e alguns desistirem de viver aqui, no nosso caso, apesar de amarmos nossa família (e Muito), já não tínhamos laços diários com eles a mais de 10 anos, oque facilitou nosso processo de adaptação nessa parte, mas nada que o skype video, MSN, etc não compense em contatos quase que diários, colocamos um numero no Brazil (via skypein) que quando qualquer um nos liga nesse numero local (em POA) nosso telefone toca aqui, isso estreita um pouco o relacionamento e nos faz sentir mais parte de nosso país. É uma barreira sim, mas acreditamos que é perfeitamente superável se, de alguma forma, não há uma dependência muito grande no dia-a-dia com a família mais próxima (mãe/pai/irmãos), se há, eu diria que deve ter um peso grande na decisão, no nosso caso não pesou tanto.


Como é viver em um país diferente?
Eu diria que a retórica é necessária... é DIFERENTE.. como também já foi dito, não é melhor nem pior, é outra realidade, no meu caso em específico, 90% das coisas são melhores quando comparadas com o Brasil, mas isso é muito particular e não pode servir como base estatística. É diferente pois o país têm uma outra história e portanto deve ser entendido sobre um outro ponto de vista, alguns exemplos: Voto não obrigatório, maioria esmagadora da população com curso superior (curso de 2-4 anos pós-secundário considerado curso superior), polícia muito valorizada, respeitada e honesta, professores valorizados, treinados e escola participativa, político não é considerado cargo ou profissão e sim doação de serviços a coletividade, saúde de graça e para todos (não há medicina privada - a não ser tratamentos de beleza e casos especiais), escolas públicas de qualidade superior ou igual ao ensino privado (até o segundo grau de graça), faculdades todas PAGAS (sem excessão) mas há bolsas de estudos para se pagar depois de formados, carga tributária baixa (se comparada com o Brasil - mas aí também é sacanagem né?), leis feitas para serem respeitadas, transito organizado e respeitado, idosos tratados com respeito (acessibilidade a idosos e deficientes em praticamente todos os locais), segurança pública de excelente qualidade, violência baxíssima ou quase inexistente em determinadas áreas (onde moramos - Markham - é um exemplo disso), transporte público de qualidade e extremanente pontual. etc.

Existem também os problemas.. mas desculpe... até o fechamento desse post não me ocorreu nenhum....

Se teve a paciência de ler até aqui.. você já subiu no meu conceito.... obrigado!

Continuo respondendo as questões no próximo post....

Alex Boeira

2 de dezembro de 2011

O Natal de quem mora longe!

  Pra quem não é do Rio Grande do Sul, eu explico. O Zaffari é uma companhia de supermercados muito famosa no Sul do Brasil, e tem como característica principal comerciais de muito bom gosto, e no fim do ano eles arrasam sempre com alguma mensagem emocionante. Esse ano não poderia ser diferente, quem mora longe vai se identicar direitinho com o rapaz do comercial, ou na mãe que aguenta pacientemente por sua visita. 


  Chorando heim??? Eu também... e muito!
  A Saudade aperta mesmo, e é muito bom quando ela acaba! Momentos assim são eternos, guardamos pra sempre na memória e no peito.
  Desejo a todos um Natal bem familia, perto de todos os entes queridos, mesmo que seja perto só no pensamento e coração! 
  Um dia não existirá mais lágrimas derramadas pela distância!

23 de agosto de 2011

Vale a pena imigrar?

  Oi pessoal que segue o nosso blog,

  Depois de muitas idéias de assunto para falar aqui no Blog (e diversas vezes a Adriana me perguntando o porquê eu não escrevia aqui) eu (Alex) resolvi começar enumerando algumas dúvidas frequentes que nos fazem ao longo desse ano que estamos aqui. Segue o meu primeiro post, mas garanto que vou continuar respondendo as perguntas abaixo, ao menos 1 por semana a partir de agora.

Imigrar ou nao imigrar? Eis a questão. Na verdade as perguntas que nos fazem são as mais variadas, como:

- Já estão adaptados? Como é viver em um país diferente?

- É muito frio aí? Com aguentam o inverno? Trocar o calor do Brasil pelo frio daí, são loucos!

- Como é viver longe da família e dos amigos? Sentem saudades?

- Pensam em voltar? Quais os planos para o futuro?

- Eles são muito "frios" ai? Dá pra ter amigos "Canadenses"?

- E o mercado de trabalho para IT? Dá pra arrumar um trabalho logo?

- E a segurança? Tem como comparar com o Brasil? Qual a sensação aí?

- É verdade que o imposto de renda (o leão) "come" 40-50% do salário todo mês?

  No fundo, para muitas delas não há uma resposta definitiva pois cada caso é um caso, cada pessoa entende a transição de uma forma diferente e, mesmo repondendo a cada uma delas (oque pretendemos ir fazendo aqui no blog), na nossa cabeca existem outras perguntas que nao sabemos se algum dia serão respondidas, tais como:

- Valeu a pena?

- Será que fizemos a coisa certa?

- Quando olharmos pra trás daqui a 10 anos, como será que reagiremos?

- Estamos preparados para o futuro em um lugar diferente?

- Hockey? loonie? toonie? here or to go?, mortgage? furnace? Stanley Cup? pounds? etc. São palavras que não aprendemos em cursos de inglês ou mesmo que aprendamos não sabemos o que realmente significa até estarmos fora.

- Qual o impacto na vida de nossa filha viver em outro país? Será positivo, negativo, neutro?

- Nosso esforço em adaptação será até quando?

- Será que algum dia vamos entender 100% do que estão querendo nos dizer e essa língua vai ser tão natural quando o portugues pra gente?

- Estamos preparados para aprender coisas novas e palavras novas nos próximos 40 anos?

- Estamos preparados para não sabermos responder todas as perguntas de nossa filha? E até de aprender com ela a cada dia?

  E uma série de outras duvidas que estão sempre na cabeça de todos que pensam em vir, já imigraram ou que voltaram.


  Eu diria que sempre que decidimos algo na vida, mesmo que seja a de tomar um atalho ou ir pela rota normal que conhecemos para chegar à nossa casa, nos passa pela cabeca quase as mesmas questões acima. Mas, tomamos a decisão e nunca saberemos oque teria ocorrido se tivéssemos escolhido o outro caminho. Não é muito diferente quando tomamos a decisão de mudar pro Canadá.


 
  Outro frequente comportamento é a COMPARAÇÃO, que, na minha opinião, é muito perigosa, pois os pontos de vista são muito diversos e as percepções muitas vezes opostas entre 2 pessoas que tenham nascido e vivido no mesmo local. Não sabemos as respostas definitivas para as perguntas acima e muito menos temos a esperança de tê-las algum dia, mas acreditamos que podemos e devemos compartilhar as nossas experiências e que elas sirvam de "norte" para os que virão. As comparações nos ajudaram muitas vezes a sustentar nosso desejo de ficar e, garanto a todos que não temos hoje o mínimo interesse em voltar a morar em Sao Paulo (onde vivemos 10 anos e fizemos muitos amigos que amamos muito) e tampouco a Porto Alegre (onde nascemos e onde vive nossa família amada), mas concluímos que cada um tem o seu caminho e tem que seguí-lo, tomando suas decisões e fazendo com que cada decisão tomada:

Seja repleta de felicidade, mesmo vindo com muitos desafios e tristezas.
Seja segura, mesmo acompanhada de algumas incertezas.
Seja irrevogavel, mesmo que tenha sido tomada com algums dúvidas
Seja eterna, apesar de poder ter prazo definido
Seja AMOR, apesar de vir acompanha de distância.
Seja completa, apesar de parecer muitas vezes que algo falta.

  Gostaríamos de responder as perguntas acima tão logo tenhamos as respostas e, apesar de não serem definitivas e possivelmente expressarem um único ponto de vista, acreditamos que sim é possivel ser feliz onde quer que estejamos pois acreditamos que a felicidade e AMOR estão dentro de nós, e os levamos para onde quer que vamos.
  Se querem adicionar qualquer outra pergunta referente ao tema, iremos repondendo aos poucos e publicando, mas se quiser acreditar que é possível ser feliz,
 COMECEM HOJE!

Alex Boeira

28 de janeiro de 2011

Frio + Pouca Roupa = Gripe

[COMO+SE+DIZ+NARIZ+ESCORRENDO+EM+INGLES.jpg]
  Pois é!!! É claro que iria acontecer!!!
  Mais cedo ou mais tarde ela sempre chega com o frio, não dá pra evitar a gripe. E que gripe!
  Fiquei quase duas semanas que nem um quiabo, atirada na cama, e quando melhorava, ia pra escola e tossia que nem cachorro, atrapalhando todo mundo. Daí eu sutilmente me retirava da sala de aula e me acabava no banheiro de tanto tossir, e voltava pra casa pra tossir com privacidade.
  Puxa, tomamos a vacina da gripe, vitamina C, alimentação boa e mesmo assim não tem jeito???
  Não, não tem jeito... conversando com brasileiros que já estão aqui a algum tempo a resposta é a mesma: "Faz parte da adaptação". Mas precisa durar tanto tempo assim???
Até pensei: Será que não coloquei roupa o suficiente? Mas então...
O QUE DEVO VESTIR???

  Em primeiríssimo lugar: Gorro! Sim, gorro. Perca a vergonha de usá-lo.
  Uma pessoa perde cerca de 60% do calor pela cabeça. De nada adianta a sua bota ser quentinha e seu casaco com forro triplo se vc deixou o cucuruto de fora.
  Sabe aquele modelo estilo Chaves? Melhor ainda! Todo mundo usa e ninguém acha feio, eu até faço sucesso com o meu, todo mundo gosta e pergunta onde comprei. Tô chique!!!
  Protetor de orelha pra quem não tem a touca do Chaves também é uma boa! nessa foto estou vestindo um infantil, mas tem vários modelos mais discretos e nem tanto.
  Bem, depois vem cachecol, luvas, um bom casaco e botas impermeáveis, e antes do jeans vale colocar uma calça de pijama, uma meia calça ou até uma ceroula, kkk que nem a vovó fazia, que mal tem? ninguém tá vendo e garanto que a maioria faz isso. O pateta pelo menos fica uma gracinha de ceroula!
  Esse modelo dos botões na poupança existe nas lojas daqui, mas a gente comprou um que parece calça mesmo, também não vamos avacalhar tanto né?
  Todo mundo quentinho agora então? Que bom! Porque ainda estamos em janeiro, e tem muito mais frio em fevereiro chegando por ai, BRRRR!!!